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Há 10 Anos Atrás – Junho

Como é o último dia do mês de Junho e conseqüentemente dia de Há 10 Anos Atrás e também último dia da temporada decidi que vou mostrar um pouco do que foi usado não nessa última temporada mas sim na temporada 9798.

É uma época muito conturbada, apesar dessa não ser a palavra correta, pois ela marca a transição dos desenhos das camisas. Enquanto existia uma grande gama, que marcou a época, com desenhos lisos acompanhados de detalhes chamativos e extravagantes mas sem os excessos dos anos anteriores, existiam duas outras tendências, uma que parecia não estar evoluindo muito onde persebíamos o uso da maioria das características do início da década com uma ligeira moderação mas sempre muito extravagante e outra que tinha um passo a frente criando camisas mais simples e menos chamativas com os verdadeiros modelos e não apenas os desenhos, como os da Adidas tão históricos também do início dos anos 90. Ou seja, essas camisas com um passo na frente não eram mais divididas em tronco e membros, existia agora uma criação extra de detalhes verdadeiros e modificáveis, tecidos diferente costurados um no outro dando assim a nova tendência que era camisas simples com possibilidade de troca de cores e sem necessidade de formas geométricas excessivamente chamativas.

Apesar de toda essa diferença no tronco da camisa existiam dois pontos que eram praticamente unanimidades na temporada, golas pólo de tamanho médio e não muito altas e as mangas com terminação em um tecido diferente mais presa, para dar meio que uma estufadinha, e sempre com o uso de muitas cores. As camisas que tinham esse tipo de gola ainda eram divididas em três grupos, o primeiro mais conservador com terminação de botões, bem comuns em anos anteriores, um mais atual com terminação em forma de V fechado pelo mesmo tecido das mangas, que lembra bastante as golas da década de 50 e outro mais evoluído com o terminação em V levemente aberta. As raras camisas que não tinham pólo eram em V aberto e sempre feitas no mesmo tecido do final das mangas com as mesmas quatro faixas coloridas e em tamanhos irregulares.

As marcas em destaque da época também eram bem diferente do nosso conhecido Adidas x Nike. A Umbro dominava o cenário das camisas enquanto a Nike, a pouco tempo no mercado, tentava constatar que merecia seu espaço, a Adidas tinha seu espaço como grande, mas não tão demarcado como hoje em dia e a Puma e a Kappa principalmente ainda tinham contratos com grandes clubes, a Lotto também era mais forte do que é hoje em dia e a Kelme patrocinava o Real Madrid. Errea e Hummel atuavam com a mesma timidez de hoje em dia, também tínhamos a forte Reebok que cuidava de diversos clubes. Também uma Le Coq mais ativa e uma Diadora ainda sem expressão. As marcas que tinham as camisas mais evoluídas, ao menos esteticamente, eram Puma e Nike. Apesar de ser uma época onde havia diversos ramos era raro encontrar uma camisa totalmente avançada no seu tempo e outra totalmente perdida, geralmente as características se misturavam.

Nas fotos todas camisas Home de Ajax, 1860 München e Manchester United respectivamente.

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Oscar – Arsenal da Inglaterra

O Arsenal é um dos clubes mais presentes no Oscar, o time só não concorre em três categorias, Patrocínio Revelação, Melhor Templante e Melhor camisa de Goleiro. Fora isso aparece muito bem na maioria das votações, inclusive na Camisa da Temporda onde se encontra como um dos favoritos. E é realmente essa camisa que eu vou mostrar, ela foi primeiramente apresentada no começo do blog, e depois foi feita uma reedição mais detalhada na Arsenal Week.

Arsenal Week VI

A camisa de hoje na verdade é uma reedição, além disso também é uma das mais bonitas camisas do Arsenal, se não a mais, e foi um pedido do Portes, enfim, não poderia ficar de fora da Arsenal Week. A camisa é a 3ª da atual temporada, que fez muito sucesso com grande parte dos colecionadores do Brasil e imagino do mundo também.

A marca que produz a camisa é a Nike, e a fizeram muito bem. O modelo adotado para a camisa é pouco diferente do que foi usado para a maioria dos clubes, tem nas mangas ao invés de um largo pedaço uma listra fina que circunda toda manga, na barra simplesmente extinguem o pequeno detalhe que é comum. Porém o mesmo não faz falta já que a camisa é impressionantemente bem composta. Suas cores são um grená escuro e cheio de personalidade com um preto beirando um azul extremamente escuro. A camisa passa uma idéia na qual a Inglaterra é muito bem encaixada, classe e realeza. A combinação de cores realmente beira a perfeição, sem dúvidas uma das melhores que eu já vi em uma camisa de futebol, mas melhor que a combinação somente a distribuição, duas cores tão únicas e belas só poderiam dividir o mesmo espaço caso nenhuma superasse a outra, e que melhor solução do que listras, ainda mais na horizontal. Já cansei de repetir, mas listras horizontais são provavelmente o jeito mais simples de deixar uma camisa extraordinária, ainda mais quando as listras são grossas a ponto de tornarem-se faixas, faixas que também são um item muito usado pelas camisas “clássicas”, e com razão, elas passam a informação de serem mais antigas, talvez porque no passado fosse mais difícil intercalar cores em grande quantidade, mas não posso afirmar nada concreto, é mais uma impressão do que uma certeza. De qualquer forma é fato que ficou ótimo e nesse ponto não há do que reclamar. Impressionante é que até nas mangas eles acertaram, verdade que os modelos Nike são os melhores para fazer camisas desse tipo, mas elas interagem da forma certa com as do tronco, estão quase perfeitamente desencontradas com as do tronco o que causa um maior e melhor contraste entre as cores porque não se torna uma constante e acaba se tendo uma variação muito bonita, tudo devido a combinação de cores. Porém um dos principais fatores que deixam todos esses elementos perfeitos passa muitas vezes despercebido. É a pequena faixa em grená que fica na barra da camisa fazendo papel de detalhe, a princípio ela parece uma falha, algo desnecessário e até um erro primário, mas fato é que é essa pequena barra quem realmente proporciona todo o contexto da camisa, ela mostra que há continuidade e evita 2 coisas, primeiro a idéia de que a camisa tem final, ela proporciona a ilusão de que há uma continuidade mesmo que agente não consiga ver e segundo mas não menos importante ela evita que o preto comece e termine a camisa dando assim uma vantagem visual para a cor. O dourado nas extremidades da gola e da manga além do patrocínio e do símbolo da Nike são lindos, fortalecem a idéia do real e dão o toque brilhante que uma camisa que tendia a escuridão precisava, além do mais está aplicado em uma proporção ótima, na qual consegue se destacar sem abusos ou excessos, para completar o patrocínio da Emirates é perfeito, simples, elegante e adaptado. A gola também não fica atrás, a melhor cola com colarinho dos últimos anos de todas as marcas, alta e bem estruturada também resgata a elegância que é encontrada por toda a camisa, o toque de dourado que dividi ela do resto, como já foi dito, é perfeito. A camisa é linda e realmente é difícil achar pontos que adaptados ajudariam as camisas, porém eles existem, um deles é o desproporcional e no caso cintilante escudo do Arsenal, apesar das cores combinarem ele não repete toda a proposta da camisa e acaba ficando fora de todo o contexto, uma solução além de diminuir alguns milímetros é transformar em monocromático dourado o que não é muito difícil já que é um símbolo sem muitos detalhes, a outra mudança que eu faria é no Fly Emirates, trazer ele um pouco mais para baixo dividindo ele corretamente entre as faixas, só o Fly no preto e só o Emirates no grená sem sequer tocar os limites como fazem o “E” o “i” e o “t” da última palavra citada. Mas isso são meros detalhes dentre uma série incomparável de acertos, essa camisa é um Objeto de Desejo e tanto e caso tenha a oportunidade de compra-la não pense duas vezes, garanto, é um erro.

Oscar – Segunda Parcial II

Na segunda parte das parciais o destaque fica por conta do eqüilibrio, em algumas nem mesmo o primeiro colocado parece garantido tamanha a proximidade com os outros colocados. Também fica em destaque a única mudança de indicados, apareceu na 4ª colocação empatado com a Toyota a Kyocera que tirou a Philips, não é uma surpresa, pois o patrocínio da Kyocera apesar de não ser aplicado em muitos times (uns 3 ou 4) é muito bonito e cheio de personalidade.

 

Oscar – Segunda Parcial I

 A segunda parcial mostra que não houve muitas evoluções nesse tempo, mas em compensação serviu para dar uma bela embolada em praticamente todas as categorias, são raras aquelas que já tem 1 ou 2 candidatos disparados. Destaque especial para a Melhor Camisa Clássica que conta com o Celtic despontado com 17 votos e logo em seguida empatados em 3º lugar outras 3 camisas seguidas de perto pelo 5º colocado que tem apenas 1 voto a menos. Segue as parciais lembrando que é só clicar para aumentar e quem ainda não votou… VOTE.

Oscar – Köln da Alemanha

Apesar do Köln não estar propriamente concorrendo ao Oscar ele tem uma camisa muito interessante que merece ser citada, a camisa se encaixa em algumas categorias, entre elas: Melhor Templante, Melhor Marca, Melhor Liga e a que mais chama atenção, Melhor Patrocínio.

É uma camisa que eu adoraria ter em minha coleção, o desing dela torna ela linda e muito diferente da maioria das peças.

…Köln da Alemanha

O 1. Fussball Club Köln é um clube alemão fundado em 1948, ganhou até hoje 3 campeonatos nacionais e 4 copas da Alemanha. O clube teve sua grande época histórica dos anos 60 ate o início dos anos 80 aonde além de todos esses títulos o clube também conseguiu ser finalista da Taça UEFA e ganhar duas vezes o Troféu Joan Gamper considerados os únicos títulos internacionais do clube. Porém atualmente o clube amargura a 2ª divisão da Bundesliga. Curioso é que o time não joga a mesma divisão desde 97, num constante sobe e desce desde lá, assim as temporadas com final par é de 2ª divisão e as impares de 1ª. Esse ano não me parece ser diferente, o clube está na 4ª posição com uma partida a menos e caso vença fica na vice liderança.

O clube conta com um brasileiro no seu plantel, trata-se de André Oliveira que jogou no Santos na temporada passada após surgir pelo Ceará e ter uma rápida passagem pelo Iraty.

Mas falando de camisa: A camisa é feita pela Adidas e tem o padrão 1. Ela é bem interessante e suas cores são vermelho e branco, cores que também se referem ao clube. Mas o legal mesmo é o desenho final da camisa, não chega a ser um meio a meio mas a camisa tem claramente um ponto de divisão e, ao contrário do que tem se tornado mais comum, a divisão dela é vertical, me lembra muito a camisa do Benfica de 2001 também da Adidas. Uma das coisas que ficou estranha nessa história de divisão foi que sobraram duas pontas, isso na verdade se tornou uma exigência do desenho da camisa que possui essas pontas em 4 áreas, todas apontando para o meio. Outra coisa que eu mudaria também é o local do símbolo da Adidas, a camisa pela divisão parece que só começa a partir de onde tem branco e é exatamente onde o símbolo não está, caso ficasse ao lado do escudo do clube a camisa ganharia uma coerência simétrica maior e também mais vermelho, o que daria um toque especial nela, o patrocínio tenta fazer esse papel, mas a verdade é que além de precisar marcar presença na parte branca o vermelho precisa também dominar totalmente sua parte vista que é bem menor, por isso mudaria também a barra da manga, faria ela vermelha também. O Rewe é muito bonito, combina com a camisa perfeitamente e em todos os aspectos, cor, tamanho e formato. O vermelho, como eu já disse, precisa se impor pois não é predominante, o tamanho também entra nessa questão, não é nada exagerado, porém ocupa espaço o suficiente para fazer a diferença, na verdade ele não é bom somente para o vermelho, ele é bom para a camisa inteira, sem ele a camisa além de perder um elemento importante sofreria com o excesso de branco. A gola só completa a camisa, como sempre da muito estilo, mas acho que ela em vermelho não ficaria ruim, e também seguiria a minha idéia. Na verdade o grande problema do vermelho está nas listras, ocupam muito espaço, e não tem todo esse espaço para ser cedido. Mas de qualquer maneira a camisa é linda e impressiona não só pela particularidade mas também pela simplicidade e poucas cores usadas e mesmo assim com um resultado muito bom.

koln-0708-a.jpg