Archive for the ‘home’ Tag

B. Mönchengladbach Hat-Trick II

A segunda camisa do Hat-Trick vai ser usada nessa temporada, apesar que o clube já usou algumas vezes no campeonato passado, é uma camisa feita pela Lotto que retoma um pouca a tradição do clube misturando novamente o verde ao preto e ao branco prevalecente.

A camisa, novamente, segue o templante da temporada passada, um péssimo costume que a Lotto parece ter com clubes alemães. A camisa é bem simples, mas muito elegante, toda branca com detalhes em preto e duas faixas paralelas e sem espaçamento na esquerda, uma preta e uma verde, lembra muito a camisa do Away do Grêmio feita pela Puma para essa temporada. O contraste das cores é lindo e sempre casa perfeitamente, o branco acabou proporcionando uma bela dose de simplicidade que deixa a camisa respirar e as faixas deram o toque de beleza, ficaram muito bem equilibradas, nesse caso a ausência de uma pequena faixa branca no meio foi uma boa escolha, pelo excesso de elementos adicionais na camisa a pequena faixa branca acabaria fazendo o conjunto das duas perder força e assim o verde principalmente iria sair prejudicado causando um desequilíbrio nas cores da camisa.

A gola da Lotto é visualmente interessante, mas conferindo ao vivo achei um desastre, é uma pólo não pólo, ela fica sempre alta e acaba saindo da camisa, e virando muito mais um elemento estranho do que um complemento de beleza para a camisa, entretanto o pequeno vezinho preto, simples e modesto, é perfeito, discreto ele não chama a atenção para si e ainda da um corte no branco, acompanhado da gola ficou especialmente bem composto, uma gola muito simples mas extremamente bem feita. A opção de fazer as barras das mangas brancas é algo que eu não posso julgar se ficou bonito ou não, é uma arte que acompanha a idéia da camisa, se o criador queria algo mais claro e clássico essa é a escolha certa, mas se ele queria algo mais moderno acompanhando a tendência sem dúvidas deveria ter escolhido o preto, eu sinceramente prefiro o preto, mas defendo muito a idéia do uso de duas cores, nesse caso uma verde e outra preta, mas também acho que as vezes é preciso fugir das tendências e simplificar, no final das contas a verdade é que não muda muita coisa.

O símbolo da Lotto como já citei no primeiro post do Hat-Trick é mais baixo que o tradicional,não gosto e já dei meus motivos, nesse caso ainda tem o problema do vermelho que tudo bem pode ter um pouco, mas no caso acaba se tornando mais presente que o verde e quebrando a simplicidade que estava tão harmoniosa, além disso o símbolo da Lotto acaba parecendo maior do que de fato é pois ele tem todo esse espaço para preencher, só não é o grande erro da camisa pois a Kyocera não perdeu a chance de fazer a tradição dos patrocinadores valer, e olha que a marca geralmente embeleza as camisas. O Kyocera nesse caso errou ao colocar a caixa preta, ao contrário da outra camisa esse deveria ter sido feito em branco cortando as listras e não acrescentando área a elas, outra possibilidade era apenas circular as letras como na camisa do Grêmio assim eles não perderiam esse contraste do branco no preto, só para completar a caixa acabou passando das listras deixando essa parte em especial horrível.

O símbolo da Lotto, assim como o do Borussia, ficou bem comportado e deu seu toque a camisa sem estragar, o formato do brasão do clube caiu perfeitamente com as faixas e fez uma lindíssima combinação, no final a camisa só não ficou maravilhosa pelo uso errado do patrocínio e o excesso detalhes pequenos, sim eles são bons, mas o uso excessivo acarreta em muita informação desnecessária, isso se deve aos patches das ligas, ao patrocínio da Kyocera e aos símbolos da Lotto nas mangas além do pequeno detalhe prateado nas faixas, caso o patrocínio fosse corrigido ainda assim seria necessário tirar  os quadrados vermelhos da Lotto para dar um ar bonito na camisa. A propósito acabei de lembrar de outra camisa que tem muitos aspectos em comum com essa, trata-se do Innsbruck da Áustria. Ontem eu mostrei o patrocínio em caixa preta dando quase certo, hoje ele atuando de forma errada mas nem tanto, amanhã eu vou mostrar o desastre que a Kyocera causou em uma camisa do Borussia.

Anúncios

B. Mönchengladbach Hat-Trick I

O Borussia Mönchengladbach é um time alemão que acabou de retornar a elite da Bundesliga, é também o  time com o maior nome que eu conheço, muitas vezes eu me enrolo para escrever e confesso que não faço idéia de como se fala o nome corretamente.

Mas mesmo estando na segunda divisão e sendo impronunciável a Lotto quando chegou no mercado brasileiro resolveu trazer suas camisas para serem vendidas, pelo visto deve ter dado certo pois na segunda temporada da Lotto aqui eles acabaram repetindo a dose e trouxeram a camisa Away do clube. Nesse Hat-Trick eu vou apresentar para vocês a camisa Home da temporada 0708, a Home da 0809 e a Third da 0809 trazendo uma comparação principalmente com a opção de caixa do patrocínio. Espero que apreciem, a de hoje é a Home da temporada passada.

A camisa foi feita pela Lotto, entretanto assume o modelo de uma temporada antes (0607) e que era muito parecido com o do Mainz de duas temporadas e o do Góias dessa. O uniforme Home do clube tradicionalmente é branco com detalhes pretos e verdes, mas nessa camisa a Lotto deu uma ousada e fez listras. As listras começavam grossas e ao mesmo tempo que iam fazendo uma curva para a esquerda também iam afinando, um desenho meio que aleatória eu diria, pois não há coerência e simetria alguma. Talvez até por isso que eu fique tão intrigado com esse desenho, afinal ele é uma idéia incrível e bem feita ou é um suspiro de loucura de algum desenhista de camisas. Sinceramente eu tendo mais para a segunda idéia, pois apesar da idéia ser interessante ela acarretou em muitos erros posteriores.

A começar pelo espaço em branco que acabou sendo criado no lado direito da camisa, na tentativa de amenizar o problema a Lotto resolveu colocar como se fosse mais uma listra, só que ela não segue o mesmo padrão de divergência das outras ou seja acabou fortalecendo ainda mais a idéia desse espaço em branco,no final parece que a gola tem algum centro de gravidade negativo que afasta as listras. Eles deveriam ter assumido o espaço branco e simplesmente não ter criado nada, era caso de até abrirem mão do símbolo da Lotto na manga para deixar a camisa mais bonita ainda. O segundo erro que foi criado é o espaço para o símbolo, num mesmo caso a Udinese resolveu colocar o símbolo no espaço em branco pois do lado esquerdo ele fica muito mal encaixado, não tem espaço para se valorizar e acaba engolido pelas faixas.

O patrocínio fecha o circuito de erros, como é normal quando se tem camisas listradas os patrocínios precisam de uma caixa para colocarem seus logos de forma limpa. Nesse caso não foi diferente, mas a irregularidade das faixas acabou denunciando a caixa e criando pontas horríveis que atrapalham o desenho, a opção de uma caixa branca e o Kyocera preto seria igualmente ruim pois as pontas iriam agora ser para dentro das faixas, a única solução possível é a loucura total,  descentralizar o patrocínio e arrastar para que ele comece na primeira e termine na terceira como deve ser feito, mas possivelmente causaria uma sobrecarga do lado esquerdo e o público não ficaria muito contente. Poderia ser feito algo estilo Ajax e ABN AMRO.

A posição do símbolo da Lotto no peito é boa, ficou uma das poucas coisas limpas, mas eu ainda sou a favor de deixar o espaço mais branco possível para assumir o contraste que é proposto pelo desenho. Já o Lotto das mangas eu acho que estão muito para baixo, é um mal da Bundesliga, todo clube alemão e patrocinado pela Lotto tem isso, deve ser alguma coisa para o melhor encaixe do Patch. Mas fato é que ele acaba puxando toda a camisa para baixo, deveria ser usado normalmente ou abolido, obviamente a segunda idéia é melhor e mais inviável. O vermelho acaba não representando um problema, proporciona mais cor para a camisa e interage com todos os outros elementos, além disso com a ajuda do Kyocera ele acaba se fazendo presente em toda a camisa.

A gola da camisa em compensação combina perfeitamente com o conjunto, lisa e bem simples da todo o conceito de modernidade que a camisa tem, além disso o desenho dela usando esse corte lateral é bem bonito, os mais implicantes vão até dizer que a Nike fez a cópia para essa temporada. Já a barra da manga com esse estilo meio a meio não me agrada, nesse caso sou a favor de todo preto, ou o lado esquerdo preto e o direito branco tonificando a diferença dos lados. No final conclusão que eu chego é que a camisa foi feita sem o necessário critério de “o que vai ser adicionado a ela quando sair da minha prancheta” assim virou um acumulo de elementos mal organizados e conseqüentemente uma peça feia. Além disso também é clara a intenção da Lotto de tentar amenizar o excesso de criatividade criando elemento mais comuns com o propósito de não espantar o público, um erro como a própria marca teve a oportunidade de constatar no mesmo ano com o modelo de raio.

Há 10 Anos Atrás – Junho

Como é o último dia do mês de Junho e conseqüentemente dia de Há 10 Anos Atrás e também último dia da temporada decidi que vou mostrar um pouco do que foi usado não nessa última temporada mas sim na temporada 9798.

É uma época muito conturbada, apesar dessa não ser a palavra correta, pois ela marca a transição dos desenhos das camisas. Enquanto existia uma grande gama, que marcou a época, com desenhos lisos acompanhados de detalhes chamativos e extravagantes mas sem os excessos dos anos anteriores, existiam duas outras tendências, uma que parecia não estar evoluindo muito onde persebíamos o uso da maioria das características do início da década com uma ligeira moderação mas sempre muito extravagante e outra que tinha um passo a frente criando camisas mais simples e menos chamativas com os verdadeiros modelos e não apenas os desenhos, como os da Adidas tão históricos também do início dos anos 90. Ou seja, essas camisas com um passo na frente não eram mais divididas em tronco e membros, existia agora uma criação extra de detalhes verdadeiros e modificáveis, tecidos diferente costurados um no outro dando assim a nova tendência que era camisas simples com possibilidade de troca de cores e sem necessidade de formas geométricas excessivamente chamativas.

Apesar de toda essa diferença no tronco da camisa existiam dois pontos que eram praticamente unanimidades na temporada, golas pólo de tamanho médio e não muito altas e as mangas com terminação em um tecido diferente mais presa, para dar meio que uma estufadinha, e sempre com o uso de muitas cores. As camisas que tinham esse tipo de gola ainda eram divididas em três grupos, o primeiro mais conservador com terminação de botões, bem comuns em anos anteriores, um mais atual com terminação em forma de V fechado pelo mesmo tecido das mangas, que lembra bastante as golas da década de 50 e outro mais evoluído com o terminação em V levemente aberta. As raras camisas que não tinham pólo eram em V aberto e sempre feitas no mesmo tecido do final das mangas com as mesmas quatro faixas coloridas e em tamanhos irregulares.

As marcas em destaque da época também eram bem diferente do nosso conhecido Adidas x Nike. A Umbro dominava o cenário das camisas enquanto a Nike, a pouco tempo no mercado, tentava constatar que merecia seu espaço, a Adidas tinha seu espaço como grande, mas não tão demarcado como hoje em dia e a Puma e a Kappa principalmente ainda tinham contratos com grandes clubes, a Lotto também era mais forte do que é hoje em dia e a Kelme patrocinava o Real Madrid. Errea e Hummel atuavam com a mesma timidez de hoje em dia, também tínhamos a forte Reebok que cuidava de diversos clubes. Também uma Le Coq mais ativa e uma Diadora ainda sem expressão. As marcas que tinham as camisas mais evoluídas, ao menos esteticamente, eram Puma e Nike. Apesar de ser uma época onde havia diversos ramos era raro encontrar uma camisa totalmente avançada no seu tempo e outra totalmente perdida, geralmente as características se misturavam.

Nas fotos todas camisas Home de Ajax, 1860 München e Manchester United respectivamente.

Oscar – Segunda Parcial I

 A segunda parcial mostra que não houve muitas evoluções nesse tempo, mas em compensação serviu para dar uma bela embolada em praticamente todas as categorias, são raras aquelas que já tem 1 ou 2 candidatos disparados. Destaque especial para a Melhor Camisa Clássica que conta com o Celtic despontado com 17 votos e logo em seguida empatados em 3º lugar outras 3 camisas seguidas de perto pelo 5º colocado que tem apenas 1 voto a menos. Segue as parciais lembrando que é só clicar para aumentar e quem ainda não votou… VOTE.

Oscar – Köln da Alemanha

Apesar do Köln não estar propriamente concorrendo ao Oscar ele tem uma camisa muito interessante que merece ser citada, a camisa se encaixa em algumas categorias, entre elas: Melhor Templante, Melhor Marca, Melhor Liga e a que mais chama atenção, Melhor Patrocínio.

É uma camisa que eu adoraria ter em minha coleção, o desing dela torna ela linda e muito diferente da maioria das peças.

…Köln da Alemanha

O 1. Fussball Club Köln é um clube alemão fundado em 1948, ganhou até hoje 3 campeonatos nacionais e 4 copas da Alemanha. O clube teve sua grande época histórica dos anos 60 ate o início dos anos 80 aonde além de todos esses títulos o clube também conseguiu ser finalista da Taça UEFA e ganhar duas vezes o Troféu Joan Gamper considerados os únicos títulos internacionais do clube. Porém atualmente o clube amargura a 2ª divisão da Bundesliga. Curioso é que o time não joga a mesma divisão desde 97, num constante sobe e desce desde lá, assim as temporadas com final par é de 2ª divisão e as impares de 1ª. Esse ano não me parece ser diferente, o clube está na 4ª posição com uma partida a menos e caso vença fica na vice liderança.

O clube conta com um brasileiro no seu plantel, trata-se de André Oliveira que jogou no Santos na temporada passada após surgir pelo Ceará e ter uma rápida passagem pelo Iraty.

Mas falando de camisa: A camisa é feita pela Adidas e tem o padrão 1. Ela é bem interessante e suas cores são vermelho e branco, cores que também se referem ao clube. Mas o legal mesmo é o desenho final da camisa, não chega a ser um meio a meio mas a camisa tem claramente um ponto de divisão e, ao contrário do que tem se tornado mais comum, a divisão dela é vertical, me lembra muito a camisa do Benfica de 2001 também da Adidas. Uma das coisas que ficou estranha nessa história de divisão foi que sobraram duas pontas, isso na verdade se tornou uma exigência do desenho da camisa que possui essas pontas em 4 áreas, todas apontando para o meio. Outra coisa que eu mudaria também é o local do símbolo da Adidas, a camisa pela divisão parece que só começa a partir de onde tem branco e é exatamente onde o símbolo não está, caso ficasse ao lado do escudo do clube a camisa ganharia uma coerência simétrica maior e também mais vermelho, o que daria um toque especial nela, o patrocínio tenta fazer esse papel, mas a verdade é que além de precisar marcar presença na parte branca o vermelho precisa também dominar totalmente sua parte vista que é bem menor, por isso mudaria também a barra da manga, faria ela vermelha também. O Rewe é muito bonito, combina com a camisa perfeitamente e em todos os aspectos, cor, tamanho e formato. O vermelho, como eu já disse, precisa se impor pois não é predominante, o tamanho também entra nessa questão, não é nada exagerado, porém ocupa espaço o suficiente para fazer a diferença, na verdade ele não é bom somente para o vermelho, ele é bom para a camisa inteira, sem ele a camisa além de perder um elemento importante sofreria com o excesso de branco. A gola só completa a camisa, como sempre da muito estilo, mas acho que ela em vermelho não ficaria ruim, e também seguiria a minha idéia. Na verdade o grande problema do vermelho está nas listras, ocupam muito espaço, e não tem todo esse espaço para ser cedido. Mas de qualquer maneira a camisa é linda e impressiona não só pela particularidade mas também pela simplicidade e poucas cores usadas e mesmo assim com um resultado muito bom.

koln-0708-a.jpg